terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Viver no mundo real pode ser muito bom, só depende de qual caminho seguir



Hoje pela manhã li o seguinte trecho num livro " a correria do mundo nos absorve de tal forma que destrói nossa percepção do agora, forçando-nos a viver mais no mundo dos nossos pensamentos do que no mundo real".

Esta forma acelerada de viver afeta as nossas relações e nos coloca em situações de alto desgaste físico e emocional.

Além disso, estamos habituados a ver a vida mais do ponto de vista negativo que positivo. Quando saímos do modo inconsciente de pensamento é para focar a nossa atenção em informações  negativas.

Um bom exemplo é quando em nosso trabalho estamos fazendo alguma atividade rotineira e chega um amigo para contar sobre a demissão de alguém de outro departamento, nesse momento saímos do piloto automático e focamos a atenção no que nos está sendo contado.

Por outro lado, é bem possível que se a história fosse sobre a promoção de alguém, ou sobre a contratação de um novo funcionário o nosso comportamento seria diferente. Ou ouviríamos "sem ouvir" ou procuraríamos alguma razão para achar que esta é uma péssima notícia.

Estamos habituados a passar grande parte de nosso dia "desconectados - perdidos em nossos pensamentos" ou atentos à mensagens negativas que nos levam a um caminho vicioso conforme demonstro abaixo:


Piloto automático => Informações Negativas =>Estresse

A novidade, é que muitos estudos e muito tem-se investido em encontrar alternativas para não sermos dominados por este comportamento.

E o que se sabe, é que para sair do mundo dos pensamentos e viver no mundo real,  também há um caminho que engloba mudanças de hábito: 


Caminho virtuoso

Consciência do momento presente => Foco Informações Positivas => Equilíbrio das Emoções

E toda mudança de hábito requer prática e desejo. Sem desejo não há prática, e sem prática o desejo é enfraquecido.

Imagino que se você chegou a este ponto do texto é porque algum desejo já esteja instalado, ou o texto foi capaz de despertar esta chama.

Para continuar daqui vou dividir a 1a lição 

"Que tal entrar agora em contato com seus sentidos, de modo que possa ver, ouvir, tocar, cheirar e degustar as coisas que você já conhece como se fosse a primeira vez?"

E se você se interessou, acompanhe as postagens seguintes onde vou dar "Dicas para viver como se fosse a primeira vez"






#penselideranca #mindfulness #harmonieinsituto #equilibrio #qualidadedevida




O que podemos aprender com os Varredores de Rua?



Incrível como me apego às minhas atividades diárias em frente ao computador pensando exclusivamente na remuneração que irei receber ao final do mês, fazendo contas. Será que meu dinheiro vai dar?

E entre um e-mail e  um devaneio me peguei observando pela janela a rotineira e enérgica atividade de um varredor de rua. Em minha cabeça uma série de questionamentos:Qual será seu salário? Quais são suas expectativas na vida? Quais seus planos de carreira? O que ele desejou ser quando era criança?

Possivelmente, assim como boa parte dos brasileiros, o seu salário está entre os mais baixos, mal dando para manter sua subsistência, mesmo sendo a sua tarefa uma das mais fundamentais. Mesmo o trabalho de varrer ruas sendo mais importante que o meu e o seu. Mesmo ele e os demais profissionais de limpeza urbana não tendo conhecimento da sua importância.

Lição número 1 -O varredor de rua é um multi-tarefas

- O varredor de rua, cuida da nossa saúde preventivamente - faz o papel de muitos médicos.
- O varredor de rua reduz os acidentes de trajeto - faz o papel de um engenheiro de segurança do trabalho.
- O varredor de rua reduz a proliferação de pestes - faz o papel da vigilância sanitária.
- O varredor de rua garante a segurança de uma rua - se alguém estiver andando num local deserto e se sentir ameaçado por outra pessoa, e se houver um varredor de rua certamente sentirá um certo alívio e se aproximará do trabalhador para se sentir seguro.
- O varredor de rua caminha longas distâncias sob chuva, sol. Força e resistência física são essenciais para sua jornada de trabalho equivalentes a um atleta.

Lição número 2 - Não é uma questão de salário
No conforto de minha cadeira, ar condiciona e ambiente sem ruidos reflito o quanto estaria disposta a ser uma varredora de rua se o salário oferecido fosse 10 vezes maior do que o meu atual?
E chego a resposta que me tira toda a dignidade, e me iguala a todos os demais capitalistas. Ainda assim eu manteria a todo o custo o meu status, o meu conforto. E quem sabe lutaria incansavelmente para provar à sociedade que o meu trabalho é mais valioso do que o do varredor de rua.

E antes de retornar ao meu trabalho , deixo aqui registrada a minha admiração aos profissionais que independente de qualquer opção, desejo ou salário, executam suas tarefas diariamente para deixar a nossa vida de fato mais digna e com sentido.